sábado, 27 de março de 2010

Aranha-marrom

Nome Científico: Loxosceles



Nome em Ingês: Brown Spider ou Violin Spider



Identificação: É a menor aranha entre as mais perigosas (Corpo 7-12 mm). Por causa dos hábitos noturnos e seu tamanho, passam desapercebidas pelo homem e podem então proliferar-se extraordinariamente. Os machos têm corpo menor e pernas relativamente mais longas. O cefalotórax é baixo, isto é, não ultrapassa, em altura, o abdômen, os olhos são seis, reunidos em três pares de quelíceras são soldadas na base. Todas apresentam um colorido uniforme que varia do marron claro até o escuro, podendo apresentar no cefalotórax um desenho amarelo em forma de estrela (L. gaucho). As fêmeas alcançam a maturidade sexual em média aos 328,5 dias e os machos em 454,7 dias. Uma fêmea pode produzir até 15 ootecas que contêm de 22 a 138 ovos. A duração de vida é de 1536 dias para as fêmeas e 696 para os machos que acasalaram.



O ataque: Não são aranhas agressivas e a maioria dos acidentes (cerca de 80%) ocorrem dentro de casa. Elas picam quando são comprimidas contra o corpo da vítima, dentro de roupas , toalhas de banho e na cama.



Onde são encontradas: São aranhas domiciliares que se alojam, de preferência, nos armários, roupas e sapatos velhos. Comprimidas ao corpo da vítima quando esta se vete ou calça o sapato, desferem seu ataque. As picadas atingem, com mais freqüência, os antebraços, braços e ombros, colo, nuca, rosto, tórax, ventre e, mais raramente, outras partes do corpo.



Distribuição geográfica: Gertsh (1959 e 1967) fez uma revisão das espécies do gênero Loxosceles, que ocorrem o continente americano; citou 18 espécies para a América do Norte, Central e Antilhas e 30 para a América do Sul.



Lista de algumas das espécies:



L. rufescens - Cosmopolita; EUA, onde foi introduzida e provavelmente América Central e do Sul e em diversas ilhas do Oceano Atlântico.



L. rufipes - Toda a América Central e Colômbia



L. laeta - Toda a América do Sul até a América Central (Chile, Peru, Colômbia, Equador, Argentina, Guatemala e Honduras).



L. gaucho - L. similis - Brasil



L. variegata - Paraguai



L. spadicea - Bolívia



L. lutea - Colômbia e Equador



Habitats: Habitam os climas quentes e temperados e no continente americano ocorrem cerca de 50 espécies diferentes.



Ação do veneno (peçonha): O veneno tem ação proteolitica e hemolítica e, se manifestam tardiamente, em torno de 12 a 24 horas após o acidente.



Quadro clínico: O quadro clínico cutâneo caracteriza-se por edema, eritema, dor local emelhante a queimadura. Quando há comprometimento cutâneovisceral, observamos febre, mal-estar generalizado, icterícia, equimose, vesículas, bolhas, necrose e ulceração. A urina torna-se escura, cor de "coca-cola".

Pode evoluir para oligúria, anúria e insuficiência renal aguda, semelhante ao que ocorre no acidente crotálico.



Tratamento: (O tratamento específico é feito com o soro antiaracnídeo e/ou antiloxoscélico, 10 ampolas pelas via endovenosa. O tratamento complementar consiste na limpeza local com anti-sépticos e hidratação do doente de maneira semelhante ao preconizado para o acidente crotálico.

A vacinação anti-tetânica está indicada. Os antibióticos devem ser utilizados quando houver infecção secundária de maneira semelhante ao preconizado no acidente botrópico. O emprego do soro específico deve ser feito até 36 horas após o acidente.



Conduta frente a picadas de Aranhas e Escorpiões:



Evitar que o paciente se movimente muito;

Não fazer torniquete no membro acidentado;

Aplicar compressas frias (10 a 15 ºC) nas primeiras horas;

Aplicar respiração artificial, caso a pessoa não estiver espirando bem.;

Encaminahr ao serviço médico.

IMPORTANTE: Toda pessoa agredida por aranhas deve ser encaminhada ao Pronto Socorro e se possível levar a aranha para identificação. Lembre-se sempre que a rapidez de atendimento em acidentes com qualquer animal Peçonhento pode significar a diferença entre a vida e a morte. A auto medicação pode ser fatal e não deve ser realizada. Procure sempre um médico e o pronto socorro mais próximo.

Jaguatirica ou Gato do mato

NOME COMUM: Jaguatirica ou Gato do mato

NOME EM INGLÊS: Ocelot

NOME FRANCÊS: ocelot

NOME ALEMÃO: Ozelot

NOME EM ESPANHOL: Ocelote

CIENTÍFICO: Leopardus pardalis

FILO: Chordata

CLASSE: Mammalia

ORDEM: Carnívora

FAMÍLIA: Felidae

HABITAT: Da Costa Rica à Argentina

ALIMENTAÇÃO: Ratos, passarinhos, insetos

COMPRIMENTO DO CORPO: máximo 1 m

COMPRIMENTO DO RABO: 27 - 35 cm

ALTURA DA CERNELHA: 40 - 50 cm

PESO: 11 - 16 kg

REPRODUÇÃO: Idade de procriação mínima para fêmeas é 18 meses, com o máximo que cria idade ao redor 13 anos. Machos amadurecem a aproximadamente 15 meses, com um máximo que cria idade de 15 anos. Nas regiões trópicas a época de reprodução ocorre de setembro a novembro. Fêmeas entram no cio ua cada 4 a 6 meses. O cio dura 7 a 10 dias a menos que concepção aconteça (em média 5 dias).

PERÍODO DE GESTAÇÃO: varia entre 70 e 75 dias.

FILHOTES: Normalmente nascem só 1 ou 2 filhotes, casos raros de 3.

PESO AO NASCER: 90 g

DESMAME: Seu desmame ocorre entre 8 e 10 semanas e o crescimento é lento.

TEMPO DE VIDA: 20 anos

PELAGEM: Seu corpo é esbelto e musculoso, com pelagem curta e suave de coloração de fundo amarelado ou pardo-acinzentado, com manchas pretas arredondadas, que podem apresentar-se como listas longitudinais na parte superior do corpo. Ventralmente e nas patas a cor é esbranquiçada.



Gato do mato é o nome comum a diversas espécies do gênero Felis, todas com menos de 1 m de comprimento. Entre elas estão o gato-tigre, Felis tigrina, do tamanho de um gato doméstico e o menor dos gatos; o maracajá , Felis wiedii, e o Felis geoffroyi, pouco maior que os outros dois, mas apresentando manchas menores e em maior número. A jaguatirica é um gato do mato de maior porte.



Os gatos do mato têm hábitos noturnos e geralmente vivem nas matas. Caçam no chão, onde são muito ágeis, ou nas árvores, e se alimentam de pequenos mamíferos, aves, répteis e anfíbios.



Durante a noite chegam a invadir galinheiros onde causam grandes estragos. São inofensivos ao homem, mas defendem-se ferozmente quando atacados. Geralmente a fêmea dá a luz em algum oco de árvore ou em uma moita de arbustos bastante densa, onde possa esconder os filhotes.



Devido a sua pele muito bonita, os gato do mato são bastante perseguidos, estando ameaçados de extinção. Das três espécies, apenas o gato maracajá chega a atingir o sul dos Estados Unidos; as outras duas são comuns nas florestas das Américas Central e do Sul.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Salamandra-de-fogo

Salamandra-de-fogo
Nasce na água, mas acasala em terra.



NOME COMUM: Salamandra-de-fogo

NOME EM INGLÊS: Fire Salamander

NOME CIENTÍFICO: Salamandra salamandra terrestris

FILO: Chordata

FAMÍLIA: Salamandridae

COR: Pele com manchas, amarela e preta..

COMPRIMENTO: 140-200mm

CARACTERÍSTICAS: AS larvas são aquáticas e os indivíduos são terrenstres.

DISTRIBUIÇÃO: Europa Central, Espanha, Norte da África, França e Alemanha Central







A salamandra comum hiberna. No inverno ela se esconde em troncos e ocos de árvores. Quando a lenha era a principal fonte de calor, falava-se que as salamandras saíam magicamente das chamas. Na verdade, elas fugiam do fogo.



As salamandras comuns habitam regiões arborizadas e têm hábitos essencialmente noturnos. Secretam um veneno que as protege de predadores. Esse veneno se forma em glândulas localizadas na parte de trás da cabeça. É muito forte. Um cachorro que tentar comer uma salamandra pode morrer. Ao contrário de outros anfíbios relacionados a ela, a salamandra comum se acasala em terra firme. Na primavera, os machos, que são muito ativos, correm de uma fenda a outra à procura de fêmeas. Depois da fecundação, os ovos se desenvolvem dentro do órgão genital da fêmea. As larvas nascem da fêmea numa corrente de água. Sofrem metamorfose, tornam-se adultas e perdem a capacidade de viver dentro da água.



Existem diversas subespécies de Salamandra salamandra e elas diferem em tamanho e no jogo de cores das costas. Vivem principalmente na Europa e no norte da África.

domingo, 14 de março de 2010

ARARINHA AZUL











NOME COMUM: Ararinha AzulNOME CIENTÍFICO: Cyanopsitta spixii (cyano = azul escuro; psitta = psitacídeo) NOME EM INGLÊS: Spix's macaw NOME EM ESPANHOL: Guacamayo Spixii NOME EM ITALIANO: Ara di spixFILO: ChordataCLASSE: AvesORDEM: PsittaciformesFAM;ILIA: PsittacidaeCOMPRIMENTO: de 27 a 56 cmCOMPRIMENTO DA CAUDA: 35 cmCOR: AzulPESO: por volta de 350g.REPRODUÇÃO: Sua postura é de 3 a 4 ovos, e a maturidade sexual observada em aves cativas - é de 4 a 5 anos.OVOS: Seus ovos, medem aproximadamente 35 mm de diâmetro.ALIMENTAÇÃO: sementes das caraibeiras (T. caraiba), de pinhão (Jatropha mollissima), faveleira (Cnidoscolus phyllacanthus) e de baraúna (Schinopsis brasiliensis). Em cativeiro é composta de grãos, frutas diversas, ração comercial para psitacídeos, suplementação mineral e polivitamínica. CAUSAS DA EXTINÇÃO: Esta espécie foi desaparencendo e sua população, que já era restrita desapareceu. Isso devido à captura para o tráfico de animais para servir como ave ornamental ou de estimação e também a destruição de seu habitat original.Considerada extinta pelo IBAMA, em julho de 2002, é a Arara mais rara do mundo! O último exemplar selvagem conhecido dessa espécie e que habitava a região de Curaçá, no sertão da Bahia, desapareceu em outubro de 2000. Este macho de tão solitário (pois sua espécie é gregária, vivendo em grupos) acabou acasalando com uma fêmea de Maracanã (Ara maracana), que também vive no mesmo habitat. Logicamente, mesmo com o casal tentando reproduzir, não houve filhotes.
A Ararinha Azul vivia no extremo norte da Bahia ao sul do Rio São Francisco, na Caatinga, onde ocorrem caraibeiras, pinhões e faveleiras (plantas que ela utilizava). De hábitos sociais selvagens pouco conhecidos, faz seus ninhos em caraibeiras (Tabebuia caraiba), substituídos em cativeiro pelos ninhos de madeira. Atualmente (2002), existem apenas 60 exemplares em cativerio no mundo, o Brasil detém a propriedade de apenas oito. As demais estão em poder de mantenedores que integravam o grupo e de colecionadores particulares estrangeiros.
Como se pode ver pela foto, esta Arara é também única na sua aparência. O azul é de um tom diferente. chegando em algumas penas a tornar-se cinzento, cores menos apelativas do que a maioria das Araras que conhecemos. O bico é menor em relação as outras espécies e tem uma particularidade única, tem uma parte de pele nua de cor cinzento escura que vai desde a parte superior do bico até ao olho, esta parte cinzenta deixa sobressair a cor amarela da íris do olho.
É uma ave muito dificil de procriar em cativeiro. Mesmo antes de se encontrar em extinção, foram poucos os registos de criações com grandes sucessos.